melhores criptomoedas

Neste artigo iremos analisar esta questão da bolha bitcoin e ainda iremos conhecer as criptomoedas mais negociadas no mundo. O bitcoin continua sendo a principal criptomoeda do mercado, mas atualmente existem 23 criptomoedas com capitalização de mercado superior a US$ 1 bilhão, enquanto dois anos atrás apenas o bitcoin havia ultrapassado essa marca.

As moedas virtuais vieram para ficar. Até pouco tempo atrás pouca gente falava a respeito, eram conhecidas apenas por pessoas mais ligadas à área de investimentos e de tecnologia, mas recentemente ganharam grande projeção na mídia e está todo mundo comentando a respeito. Para você ter uma ideia do crescimento do fenômeno, as principais exchanges brasileiras (espécie de corretoras onde é possível negociar criptomoedas) começaram a sofrer forte congestionamento nos seus sistemas depois que uma reportagem foi exibida no Jornal Nacional da Rede Globo. É tanta gente querendo comprar bitcoins que os servidores destas empresas não estão suportando a demanda criada com a coqueluche das criptomoedas. Podemos ter uma ideia melhor deste crescimento de interesse nos bitcoins e outras criptomoedas analisando o gráfico do Google Trends a seguir:

google trends bitcoins

Aumento de interesse pelo bitcoin entre 2017 e 2018 – fonte: Google Trends

As moedas virtuais realmente estão com a bola toda. Um dos novos investidores em criptomoeda e uma espécie de embaixador e representante da empresa SirinLabs é o jogador de futebol Lionel Messi. Ele faz parte da campanha de lançamento de um novo dinheiro digital pela companhia com a qual fez essa parceria, o que não é novidade nesse mercado: diversas outras celebridades já emprestaram sua imagem para dar visibilidade à oferta inicial de outras moedas virtuais.

messi criptomoeda

Messi: Garoto propaganda da SirinLabs 

Messi divulgou sua nova empreitada por meio de sua conta no Instagram, onde escreveu que está “feliz em se juntar como parceiro ao projeto da SirinLabs e seu blockchain”. O objetivo de lançar uma criptomoeda por parte da SirinLabs é o financiamento de uma linha de smartphones e computadores – chamada Finney – com um sistema operacional único cujo principal destaque é seu sistema de segurança que permite o acesso despreocupado ao blockchain.

Já existem no mundo dezenas de milionários em bitcoins, mas os primeiros bilionários só surgiram recentemente. Se você assistiu o filme “A Rede Social” que mostrou a história do Facebook, deve então se lembrar dos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss que acusaram Mark Zuckerberg de ter roubado a ideia do Facebook da rede social ConnectU, idealizada por eles durante o seu período em Harvard. Agora, os Winklevoss voltam aos holofotes por terem se tornado os primeiros bilionários do bitcoin ao acumularem patrimônio líquido de US$ 1 bilhão graças especialmente a um investimento certeiro: a compra de US$ 11 milhões em bitcoins em abril de 2013.

gemeos bitcoin

Cameron e Tyler Winklevoss: Bilionários com Bitcoins

A tacada certeira começou quando os irmãos Winklevoss compraram 1% da oferta total de bitcoins por US$ 11 milhões, usando parte da indenização de US$ 65 milhões que ganharam na disputa judicial com Zuckerberg. Desde então, a moeda criptografada valorizou-se quase 10.000%, fazendo dos gêmeos os primeiros bilionários do bitcoin. Em abril de 2013, uma unidade do bitcoin valia algo em torno de US$ 130 dólares, uma verdadeira pechincha perto dos mais de US$ 16 mil batidos pela criptomoeda dias atrás. Em outubro de 2015, lançaram a Gemini Exchange, corretora de bitcoin descrita pelo Financial Times como uma das “primeiras bolsas de câmbio digital reguladas e licenciadas do mundo desenvolvido”.

Mineração de Bitcoins

Se você é leigo no assunto, então neste momento deve estar se perguntando de onde surgem estes bitcoins. No sistema fiduciário de moedas tradicionais, os governos simplesmente imprimem mais dinheiro (cédulas e moedas de metal) quando precisam. Tudo bem, sabemos que Dólares são impressos pela Casa da Moeda dos E.U.A. e Reais são impressos pela Casa da Moeda do Brasil. E os bitcoins, quem é que fabrica? A fabricação dos bitcoins e outras criptomoedas é realizada por diversas pessoas e empresas ao redor do mundo. O processo de “fabricação” é conhecido como “Mineração de Bitcoin”.  É assim chamado porque se assemelha com a mineração de outras commodities como minério de ferro e ouro.

Mineração de Bitcoin é então o processo de adicionar registros de transações ao livro razão público do bitcoin, que armazena transações passadas. Este livro razão é chamado “Blockchain” pelo fato de ser uma cadeia de blocos de transações/registros. O Blockchain serve para confirmar transações para o resto da rede ter conhecimento. A rede bitcoin usa o Blockchain para distinguir transações de bitcoins legítimas de tentativas de reuso de moedas, ou seja, moedas que já foram gastas em outra transação. Os computadores interligados nessa rede servem como “nós” do sistema, sendo responsáveis por validar informações e garantir a segurança no compartilhamento de dados relacionados à moeda. Dessa maneira, a rede funciona sem depender de um “nó” central, num sistema “peer to peer” sem a necessidade de uma organização que regule e controle sua cotação, emissão e qualquer outra atividade relacionada a ele.

mineracao de bitcoins

Grandes data centers estão sendo utilizados para mineração de bitcoins

O processo de mineração consiste em decifrar códigos com valores criptografados emitidos pelo software que implementa o algoritmo da criptomoeda. Envolve equações matemáticas altamente complexas. Quem conseguir decifrar o código primeiro ganha uma determinada quantidade de bitcoins. O “vencedor” e os seus novos bitcoins são informados pelo seu nó aos demais para que todos validem e saibam que esses bitcons pertencem a esse minerador. Todas as transações ficam registradas no blockchain onde cada transação é registrada de forma cronológica e linear.

A dificuldade de minerar bitcoins cresce ao longo do tempo. Não necessariamente um crescimento linear ou exponencial pois a dificuldade depende da atividade no mercado. Variáveis como a quantidade de mineradores na rede afetam o esforço de mineração. Em geral, a medida que mais e mais mineradores se juntam a rede, blocos são encontrados mais rápidos e a dificuldade aumenta. Adicionalmente, o minerador é premiado com taxas pagas pelos usuários que estão enviando transações. A taxa é um incentivo ao minerador para incluir a transação no bloco dele.

Grandes data centers de mineração profissionais estão tomando conta dos negócios de mineração de bitcoins ao redor do mundo. A mineração de bitcoins está começando a usar quantidades significantes de energia devido a necessidade cada vez vez maior de maquinas mais potentes. Segundo o Digiconomist, a atividade de mineração atingiu a marca dos 29,05 TWh em novembro último, o que representa 0,13% de toda a energia consumida no mundo. Nos últimos doze meses, essa atividade gastou US$ 1,5 bilhão em eletricidade, isso considerando preços de regiões onde energia é mais barata. Apesar disso, os mineradores de Bitcoin estão ganhando muito dinheiro. Estima-se que, essas pessoas e empresas tenham ganhado US$ 7,2 bilhões com a atividade. É curioso notar também que, no último mês, o consumo de eletricidade gerado pela moeda virtual cresceu 29,98%.

Blockchain: Tecnologia Desruptiva!

Blockchain é a palavra do momento e não é só no mundo das moedas virtuais que esta tecnologia tem aplicação. Recentemente a bolsa de valores da Austrália anunciou que deve se tornar a primeira instituição financeira no mundo a adotar a tecnologia blockchain para autenticar as transações de seus clientes. A ASX pretende finalizar a implantação do novo sistema até março de 2018, mas o atual padrão deverá ser utilizado por mais algum tempo em determinadas aplicações.

Pagamentos, compensação e liquidação no setor de serviços financeiros – incluindo os mercados de ações – têm ineficiências hoje, porque cada organização mantém seus próprios dados e precisa se comunicar com os outros sistemas através de mensagens eletrônicas. Por causa disso, a liquidação normalmente leva dois dias. Por sua vez, os atrasos forçam os bancos a reservarem dinheiro que de outra forma poderia ser investido. Com o Blockchain e a arquitetura de rede distribuída teríamos liquidação quase que imediata.

David Schatsky, diretor-executivo da consultoria Deloitte LLP , acredita que a diversidade do Blockchain se refere à sua versatilidade no atendimento às necessidades de diversos modelos de negócios. “O impacto que a cadeia de blocos distribuídos terá sobre as empresas, em vários setores, ainda não é totalmente compreendido”, afirma. Aqueles que já abraçaram Blockchain estão encontrando uma nova independência em sua capacidade de transmitir dados sensíveis e dinheiro de forma segura, permitindo uma nova dinâmica de negócios.

blockchain

Blockchain: a arquitetora tecnológica mais revolucionária dos últimos tempos?

Blockchain é um ledger descentralizado eletrônico, ou plataforma de banco de dados – em outras palavras, uma maneira de armazenar de forma imutável dados digitais para que possam ser compartilhados de forma segura entre redes e usuários. Como uma rede peer-to-peer, combinada com um servidor de data-stamping distribuído, os bancos de dados Blockchain podem ser gerenciados de forma autônoma. Não há necessidade de um administrador – os usuários são os administradores.

Basicamente, o Blockchain foi pensado como uma forma segura para se transferir bitcoins de uma pessoa para outra. Hoje, quando fazemos transações, precisamos de um intermediário confiável que assegure que essa transação seja concluída com sucesso. Quando queremos transferir dinheiro para uma outra pessoa, temos que pagar alguns tributos ao banco para isso. O Blockchain é uma rede distribuída, não existe intermediários para realizar e validar uma transação, muito menos alguém para cobrar altas taxas de operação.

O Blockchain acaba sendo o livro caixa, onde estão inseridas todas as transações feitas em bitcoin, desde a primeira, que foi realizada em 2009 (quando surgiu o bitcoin) até hoje. As transações são validadas por computadores dessa grande rede, através de uma longa série de números, tipo um código de barras. Essa sequência de números contém informações sobre a transação em si. Feita naquele momento e também sobre a transação realizada imediatamente antes dela, seja qual for o lugar do mundo. Por isso, se diz que o Blockchain forma uma cadeia de informações criptografadas, impossível de ser violada, resultando em transações absolutamente confiáveis.

Criador do Bitcoin: Elon Musk é Satoshi Nakamoto?

Satoshi Nakamoto publicou em 2008 um artigo descrevendo como poderia funcionar uma criptomoeda independente de bancos centrais e governos, totalmente descentralizada e gerenciada pela própria comunidade de usuários. Até hoje, entretanto, esta personagem misteriosa nunca se apresentou ao mundo.

Cruzando as características que poderiam ser encontradas nesse Satoshi Nakamoto, um ex-estagiário da SpaceX acredita que esta pessoa possa ser Elon Musk. De acordo com Sahil Gupta, que teria trabalhado na empresa de exploração espacial de Musk em 2015, o maior visionário da atualidade seria capaz sim de realizar o trabalho técnico visto no artigo que descreve o bitcoin.

Como Musk tem uma boa experiência econômica ao lidar com seu leque de empresas e, principalmente, ter ajudado a criar a PayPal, seu nome tem sido citado frequentemente como um dos possíveis criadores do bitcoin. Gupta afirma que Musk também tem um bom conhecimento das linguagens de programação usadas na bitcoin, tais como C++.

elon musk bitcoin

Seja como for, Elon Musk negou essa teoria através de um tweet, dizendo que ele não é Satoshi Nakamoto e não tinha nenhum bitcoin em carteira.

Satoshi Nakamoto inicialmente representava uma pessoa anônima ou um grupo de pessoas que criou o protocolo original do bitcoin. Além do próprio bitcoin, nenhuma outra referência a essa identidade foi encontrada na internet. Seu envolvimento no protocolo original parece ter se encerrado em meados de 2010. Antes de seu “desaparecimento”, Nakamoto mantinha-se ativo tanto postando informações técnicas no fórum BitcoinTalk quanto modificando a rede bitcoin.

Vários jornais, como o The New Yorker e Newsweek investigaram a verdadeira identidade de Satoshi Nakamoto. A Fast Company insinuou haver uma ligação entre uma patente de criptografia requisitada por Neal King, Vladimir Oksman e Charles Bry no dia 15 de agosto de 2008 e o registro do domínio bitcoin.org, feito 72 horas depois. O pedido de patente (#20100042841) contem tecnologia similar à do bitcoin. Ao menos uma frase idêntica foi encontrada tanto no pedido de patente quanto no documento descrevendo o bitcoin. Os três homens envolvidos na petição de patente negaram explicitamente a especulação.

Em maio de 2016, o mistério parece ter sido revelado, o empreendedor australiano Craig Wright revela à emissora BBC e as revistas The Economist e GQ ser o criador do bitcoin, sendo confirmado por pessoas da equipe de desenvolvimento da criptomoeda e por Gavin Andresen, cientista-chefe da Fundação Bitcoin. Revelou a identidade, para acabar com especulações da imprensa e evitar perturbação e intimidações aos amigos e familiares por repórteres, fornecendo provas técnicas de criptografia e social, usando as assinaturas digitais e chaves criptográficas do início do desenvolvimento do bitcoin. Será mesmo?!

Carteiras de Bitcoins

Assim como os Dólares que você tem em casa precisam ser guardados com segurança para não se extraviarem, os bitcoins e outras criptomoedas requerem o mesmo nível de cuidado ou até mesmo superior já que podem ser hackeados digitalmente ou até mesmo perdidos fisicamente como ocorreu com o britânico James Howells. Ele está tentando conseguir autorização de sua cidade para escavar um lixão em busca de uma fortuna em bitcoins. Howells minerou cerca de 7,5 mil Bitcoin até o ano de 2009 através de seu notebook e, quando o aparelho ficou velho, ele desmontou e vendeu as peças no eBay. Hoje, essas moedas valem US$ 86 milhões ou R$ 279 milhões.

Em 2013 Howells jogou o disco rígido fora durante uma faxina em sua casa junto com várias outras peças velhas. Na época elas valiam “apenas” algumas centenas de dólares naquele ano. Ao fim de 2017, o valor se multiplicou exponencialmente. Depois de quatro anos, entretanto, Howells resolveu pedir permissão para escavar o lixão local e acredita ser possível estimar a profundidade do HD baseado na data em que ele foi levado para o local. Quanto mais alto sobe o preço, mais chances eu e tenho de recuperar o HD, então isso tem sido um jogo de paciência durante esses últimos anos — esperando até que o preço da Bitcoin esteja alto o suficiente para que o HD se torne um tesouro atraente o suficiente para escavar”, disse ao The Telegraph.

“Futuramente, eu vejo esse HD facilmente valendo algo entre US$ 500 milhões e US$ 1 Bilhão”, estimou Howells. “Eu sempre soube que a Bitcoin valeria tanto quanto hoje, sempre soube que o valor do disco rígido subiria”.

Para evitar situações como esta do britânico, é importante guardar suas criptomoedas com muita segurança. Para isto existem as carteiras de criptomoedas. As carteiras, sejam elas online, em hardware ou em papel, simplesmente armazenam as chaves de acesso aos bitcoins. Tecnicamente não se armazenam as criptomoedas, armazenam-se as chaves digitais usadas para acessar os endereços e para permitir transações.

Carteira de bitcoins em papel

As carteira em papel são das mais populares e baratas opções para manter as criptomoedas em segurança. Há vários sites oferecendo serviços de carteira em papel. As mesmas geram um endereço bitcoin e criam uma imagem com dois QR codes: um será o endereço público que pode usar para receber bitcoins e o outro a chave privada que pode usar para gastar bitcoins armazenadas nesse endereço. O benefício das carteiras em papel: as chaves privadas não ficam armazenadas digitalmente – logo, não estão sujeitas a ataques cibernéticos ou falhas de hardware.

Carteira de bitcoins online

Já as carteiras online na internet armazenam as suas chaves privadas online, em um computador controlado por outra pessoa e ligado à internet. São vários os serviços online disponíveis e alguns estão ligados a carteiras para dispositivos móveis e para desktop, replicando os seus endereços entre os diferentes dispositivos que possui. Uma vantagem das carteiras baseadas na internet é que pode acessar as mesmas de qualquer parte, independentemente do dispositivo que esteja usando. No entanto, também têm uma grande desvantagem: podem ser hackeadas.

Carteira de bitcoins em hardware

Existem, atualmente, poucas carteiras em versão hardware. São dispositivos dedicados que podem deter chaves privadas de forma eletrônica e facilitar pagamentos. A Ledger Nano S citada por você é uma delas. Lançada no final de julho de 2016, o modelo possibilita ao usuário, através da porta USB de qualquer computador, administrar sua carteira de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) ou Ethereum Classic (ETC). A Nano S foi arquitetada para rodar na plataforma BOLOS, um sistema operacional que permite a execução segura de múltiplas aplicações Open Source em isolamento completo.

Bitcoins e Altcoins

A ideia de uma moeda descentralizada e digital surgiu em meados de 1998 através do “Manifesto Cypherpunk”, um texto de autoria do programador Eric Hughes que defendia o uso de criptografia para proteger a privacidade das pessoas na era digital. Na ocasião, Hughes afirmou que devemos garantir que cada parte constituinte de uma transação financeira tenha conhecimento apenas do que é estritamente necessário para aquela operação.

Foi a partir das ideias defendidas no Manifesto Cypherpunk que programadores do mundo inteiro passaram a criar moedas digitais que permitissem o comércio anônimo e protegido por chaves criptográficas. Embora os bitcoins tenham se consagrado como o primeiro sistema de criptomoedas realmente funcional, vários outros entusiastas do conceito passaram a desenvolver seus próprios protocolos e divulgá-los em fóruns ao redor da web.

Os bitcoins continuam sendo o sistema de criptomoeda mais famoso e confiável do mercado, e é bem provável que sua popularidade aumente cada vez mais, mas não podemos deixar de estudar e entender as outras criptomoedas disponíveis no mercado – as chamadas altcoins (alt de alternativas). A seguir listaremos as altcoins mais negociadas no atual momento e detalharemos o funcionamento de cada uma. Mas antes iremos entender um pouco mais a fundo o bitcoin.

O que são Stablecoins? 

O surgimento dessas “moedas estáveis” se deu para se contrapor a grande volatilidade das outras criptomoedas. Para ser considerada uma Stablecoin, a moeda em questão deve ter alguns atributos, como: descentralização, escalabilidade, fácil utilização e, obviamente, estabilidade. Esse tipo de moeda digital tem seu valor apoiado em algum ativo estável, como o Euro ou Dólar, para que sua estabilidade seja mantida.  

Para que isso ocorra também, é necessário que a empresa responsável pela moeda tenha uma reserva do ativo no qual a criptomoeda esteja atrelada. A Tether, que será dissecada com mais detalhes abaixo, é uma moeda tokenizada que mantém uma relação de um para um com o Dólar. Isto é, para cada token emitido é necessário um dólar na conta bancária da empresa que a controla. Outra moeda que é uma das principais Stablecoins é a TrueUSD, que tem ganhado espaço no mercado pela sua transparência quanto as suas reservas para poder emitir tokens. 

Ainda existe um tipo de Stablecoin que funciona de um modo um pouco diferente das descritas acima. São as Stablecoins algorítmicas. Elas se diferenciam das outras por não usar reservas e serem controladas por um algoritmo. A lógica para manter a estabilidade é conseguir conciliar a oferta com demanda usando regras de software, funcionando da seguinte maneira: Diminuição da oferta através de um mecanismo quando a demanda for pequena para estabilizar o preço e aumento da oferta quando a demanda for alta para que não haja valorização. A eficácia dessas moedas não é comprovada ainda e por tanto, gera dúvidas quanto ao benefício. 

#1 – Tether (USDT)

Tether é uma Stablecoin que é um pouco controversa, já que a empresa que a emite não deixa a quantidade de dólares que dão garantia aos tokens disponíveis para verificação. Seu criador projetou essa criptomoeda para valer sempre 1 dólar. Desbancando o Bitcoin pela primeira posição, o Tether entrou em alta no mercado recentemente.

Tether, que já foi conhecida com Realcoin, é uma alternativa para quem está querendo evitar a volatilidade das criptomoedas. Teve seus primeiros tokens emitidos em 4 de outubro de 2014. Desenvolvida na plataforma do Bitcoin, a moeda é comercializada da mesma forma como o BTC é. Não necessita que as transações passem por uma instituição financeira, trata-se de uma versão peer-to-peer de dinheiro eletrônico, onde os pagamentos são feitos de forma direta na rede criptografada do blockchain. 

Ao contrário do Bitcoin, a Stablecoin usa Proof of reserves, em vez de Proof of workpara a criação do USDT. Todas as moedas Tethers foram inicialmente emitidas na rede blockchain Bitcoin através do protocolo Omni Layer, como criptomoedas. Por se tratar de uma Stablecoin, a sua estabilidade é maior que de outras moedas. A moeda fiduciária na reserva ganha propriedades de uma criptomoeda e seu preço estará permanentemente atrelado ao preço da moeda fiduciária. É garantido pela empresa Tether Limited que o balanço das reservas fiduciárias depositadas como reserva seja sempre equivalente ou até maior que o número de Tethers em circulação. 

Um fator que levanta questionamentos é por causa do fracasso da empresa em fornecer uma auditoria prometida mostrando reservas adequadas apoiando a Tether. A plataforma Bitfinex é acusada de ter funcionários envolvidos com a Tether Limited, o que gera algumas suspeitas a respeito da plataforma e da moeda. Em 20 de novembro de 2018, Bloomberg informou que os promotores federais dos EUA estariam investigando se o Tether foi usado para manipular o preço do bitcoinAlém disso, há quem acredita que a Tether não seja atrelada ao dólar, já que as reservas da sua não estão visíveis e, por isso, suspeita-se que existam moedas digitais “mágicas”, sem apoio da sua moeda fiduciária.

#2 – Bitcoin (BTC)

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É impossível negar o sucesso que o bitcoin obteve no mundo. A moeda digital tornou-se a principal criptomoeda do planeta. O bitcoin foi projetado para possibilitar transações globais e aumentar a inclusão financeira. Milhares de comerciantes em todo o mundo começaram a aceitar pagamentos em bitcoin. Apesar da gigante especulação em torno da moeda, seu valor intrínseco baseado na sua proteção natural contra a ingerência monetária dos governos é algo que está atraindo milhares de investidores pelo mundo afora.

Entender o funcionamento bitcoin e outras criptomoedas não é tarefa trivial, você precisa estar familiarizado com alguns conceitos de tecnologia da informação e ciência da computação além de conhecer também um pouquinho de economia. Mas vamos tentar simplificar a questão, podemos dizer que o bitcoin é uma espécie de dinheiro virtual, com uma característica que o distingue das demais moedas como o Dólar e o Real: não é emitido por nenhum governo, ou seja, nenhum banco central irá imprimir bitcoins. O preço do bitcoin é determinado de forma livre no mercado pelos indivíduos, e aqui vale a antiga regra da demanda-oferta. Como tecnologia disruptiva, o bitcoin é considerado o primeiro sistema de pagamentos global totalmente descentralizado.

Podemos dizer que o bitcoin é uma moeda digital criptografada que funciona em uma arquitetura de rede peer-to-peer (ponto-a-ponto). Até o surgimento do bitcoin, transações financeiras precisavam de um intermediário para serem efetivadas. Por exemplo, se você pretende fazer uma compra via cartão de crédito então necessita de uma operadora de cartão de crédito ou um banco para pagar um boleto. Com o bitcoin é diferente, como sua arquitetura é peer-to-peer, não há necessidade de uma entidade financeira intermediária, e o resultado é economia de dinheiro e velocidade. E tudo isto só foi possível através da concepção de um topologia distribuída denominada blockchain, onde todas as transações são registradas de forma segura e descentralizada.

A arquitetura de rede peer-to-peer desempenha uma função fundamental: a de garantir a distribuição do blockchain a todos os usuários, assegurando que todos os nós da rede detenham uma cópia atual e fidedigna do histórico de transações do bitcoin a todo instante. Já a a criptografia desempenha duas funções essenciais: a de impossibilitar que um usuário gaste os bitcoins da carteira de outro usuário (autenticação e veracidade das informações) e a de impedir que o blockchain seja violado e corrompido (integridade e segurança das informações, evita o gasto duplo).

A segurança do bitcoin está baseada na implementação de chaves de segurança. Existe uma chave privada, que é mantida em segredo pelo detentor do bitcoin, como uma senha, e outra pública, que pode ser compartilhada com todos. Quando Fulano decide transferir bitcoins ao Ciclano é criada uma transação que contém a chave pública do Ciclano assinada com chave privada do Fulano. Olhando a chave pública do Fulano, qualquer um pode verificar que a transação foi de fato assinada com sua chave privada, sendo, assim, uma troca autêntica, e que Ciclano é o novo proprietário dos bitcoins. A transação é registrada com data e hora em um bloco do blockchain e a criptografia de chave pública garante que todos os computadores na rede tenham um registro constantemente atualizado e verificado de todas as transações dentro da rede bitcoin, o que impede qualquer tipo de fraude.

Pelo fato da arquitetura de rede ser peer-to-peer, não há uma autoridade central encarregada de criar bitcoins nem de verificar as transações. Essa rede depende dos usuários que fornecem força computacional para realizar os registros e as reconciliações das transações. Esses usuários são chamados de “mineradores” porque são recompensados pelo seu trabalho com bitcoins recém-criados. Estão literalmente escavando bitcoins, com a utilização de computadores que resolvem problemas matemáticos complexos. Por isto muitos consideram o bitcoin uma verdadeira commodity tal qual o outro e o minério de ferro, com a única diferença de ser gerada digitalmente. Uma característica marcante deste processo de mineração é que ele ocorre a uma taxa previsível e limitada pois o algoritmo incrementa a dificuldade do problema matemático na medida que novos bitcoins vão sendo gerados.

Mas a mineração de bitcoins não continuará indefinidamente. O algoritmo foi propositalmente concebido de modo a reproduzir a extração de ouro ou outro metal precioso da Terra, isto é, somente um número limitado e previamente conhecido de bitcoins poderá ser minerado. A quantidade arbitrária escolhida como limite foi de 21 milhões de bitcoins. Estima-se que os mineradores extrairão o último “satoshi”, ou 0,00000001 de um bitcoin, no ano de 2140. Uma vez que o último “satoshi” tenha sido minerado, os mineradores que direcionarem sua potência de processamento ao ato de verificação das transações serão recompensados com taxas de serviço, em vez de novos bitcoins minerados. Isso garante que os mineradores ainda tenham um incentivo de manter a rede operando após a extração do último bitcoin.

#3 – Ethereum – Ether (ETH)

ethereum

Desde sua criação, muitas pessoas compararam o Ethereum com o Bitcoin. Isso é como comparar maçãs e laranjas, já que ambos sistemas são totalmente diferentes. A Ethereum concentra-se em tokens nativos, contratos inteligentes e aplicações descentralizadas. É possível que todas essas características venham a surgir na blockchain do Bitcoin no futuro, mas é bom ter alguma concorrência entre os ecossistemas, isso favorece o amadurecimento de ambos.

O Ethereum vai além de ser apenas mais uma criptomoeda, é uma plataforma descentralizada e de código aberto projetada para executar contratos inteligentes sob uma arquitetura de blockchain. Ela possui uma máquina virtual descentralizada Turing completude, a Ethereum Virtual Machine (EVM), que é capaz de executar scripts usando uma rede internacional de nós públicos. O Ethereum foi concebido por Vitalik Buterin em Janeiro de 2014 e formalmente apresentado à comunidade na forma de um white paper . Já a definição formal da Virtual Machine do Ethereum (EVM) foi escrito por Gavin Wood.

O ponto que torna o Ethereum diferente das outras criptomoedas em geral é que seu projeto visa levar a tecnologia do blockchain e dos contratos inteligentes para tudo que possa ser programado. Funciona o dueto Ethereum/Ether de forma similar ao Bitcoin/bitcoin (o primeiro, como sistema de pagamentos e o segundo, como moeda do sistema). Então o Ether é a moeda que vai manter os contratos ativos do Ethereum, uma vez que para ser mantido na rede distribuída, o contrato precisa de fundos para adimplir o custo de manutenção da rede.

Se você pensa que o Bitcoin é o futuro, então irá se surpreender com o Ethereum. Se o Bitcoin pretende substituir os cartões de crédito e empresas de remessas de dinheiro, o Ethereum pretende substituir entidades que dão suporte aos nossos contratos de hoje, como os cartórios. Os contratos são imprescindíveis na vida moderna: contrato de compra e venda, contrato de trabalho, certidões de nascimento, etc. Imagine-se então uma espécie de “carteira de identidade digital” protegida por criptografia?

O Ethereum foi financiado como um projeto de crowdfunding sendo lançado em 30 de Julho de 2015. Em 2016 ocorreu um fork no Ethereum e seu blockchain foi dividido em dois graças ao colapso do projeto The DAO, e com isso nasceu o Ethereum Classic. O fork do Ethereum serviu como controle de danos ao problema causado pela invasão da DAO por hackers em 2016, e foi potencializada por diferenças ideológicas entre desenvolvedores iniciais do Ethereum. Como a DAO acumulou 150 milhões de dólares em ETH, mas quase 50 milhões de dólares em ETC foram hackeados, cerca de 80% dos mineradores decidiram fazer um hard fork no Blockchain. Os outros mineiros permaneceram com o Blockchain inicial, agora chamado de Ethereum Classic.

O princípio fundamental é que toda transação, execução de código distribuído, assinatura de contrato digital ou qualquer outra aplicação que seja executada na rede do Ethereum seja paga em Ether (ETH), sendo assim. O Ether é um token utilizado dentro da plataforma do Ethereum para rodar os contratos inteligentes, serviços computacionais dentro da rede e para pagar taxas aos mineradores. O Ether é negociado como uma criptomoeda nas corretoras, ele é listado com o código ETH.

Devido ao conceito por trás do Ethereum, não é possível obter Ether em trocas diretas por moedas reais como Real e Dólar. A arquitetura do Ethereum visa favorecer a circulação de Ethers como forma de pagamento pelo uso da própria rede. Você poderá então obter Ether através de mineração (será necessário um computador com uma Unidade de Processamento Gráfico (GPU) atual para execução dos códigos criptográficos), de recebimento de doações de outros usuários ou troca por outras criptomoedas (Bitcoin, Zcash, Monero, etc).

A troca de Ether por Bitcoins foi fundamental para o próprio financiamento do projeto. Uma primeira remessa de Ether foi vendida durante o financiamento do projeto numa crowdsale que durou 42 dias, período no qual foram arrecadados 31.591 Bitcoins, que na cotação da época equivaliam a aproximadamente 18.5 milhões de dólares.

O Ether utiliza-se de uma topologia de programação que utiliza pontos flutuantes permitindo que ele seja fracionado em escalas decimais muito pequenas. Ethers são divididos em unidades menores cujos nomes fazem referência a pessoas envolvidas com o desenvolvimento das tecnologia de criptografia, moedas digitais e contratos inteligentes: Finney, Szabo, Wei. Além disso, há outras unidades que não constam no texto original mas tem sido utilizadas pelos usuários, fazendo referência a personalidades da computação.

#4 – Bitcoin Cash (BCH) 

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A moeda espelhada no Bitcoin chegou assustando os investidores da mesma. A sua velocidade na capacidade de processamento de transações e a possiblidade de conversão do BTC sem perdas trouxe muitos adeptos para o Bitcoin Cash. 

Em 1 de agosto de 2017, uma bifurcação na rede deu vida a uma “nova” criptomoeda, o Bitcoin Cash. Essa nova moeda é, teoricamente, uma cópia do Bitcoin original, porém as alterações feitas no seu algoritmo fazem com que ela seja completamente diferente do BTC. Isso faz com que muitos a considerem como uma criptomoeda totalmente nova. Quando o BCH surgiu, quem tinha Bitcoin podia trocá-lo diretamente pelo Bitcoin Cash. Isso ainda pode ser feito de forma manual. Se formou uma rivalidade entre os usuários das duas moedas, onde acredita-se que investidores do Bitcoin têm espalhado notícias negativas sobre a sua rival para tentar criar uma visão pessimista. 

O nascimento dessa moeda digital se deu pela necessidade de otimizar o tempo nas transações, já que o Bitcoin levava 10 minutos para processar 1 mega, validando somente 7 transações por segundo. Então, devido ao congestionamento absurdo que o Bitcoin gerou, o Bitcoin Cash veio com uma taxa de processamento de 8MB, que é 7 vezes maior que a do seu precursor. Essa facilidade no processamento dos blocos e a capacidade de transformar BTCs em BCHs sem custo acabou atraiu vários mineradores.  

Há quem diga que o Bitcoin Cash teve seu preço manipulado quando chegou a valer 4 mil dólares. Especula-se que o ataque de spam que a rede Bitcoin sofreu e a deixou congestionada foi arquitetado para elevar o fluxo de negociação do BCH. Após isso, houveram algumas mudanças no método de mineração que afastaram os pequenos mineradores, que acabaram se mantendo no BTC. As mudanças foram feitas para, supostamente, evitar a centralização do poder da moeda como é feito com o Bitcoin. Essas mudanças equilibraram os métodos de mineração e tornaram a moeda menos volátil. 

#5 – Litecoin (LTC)

litecoin

O Litecoin é considerado uma cópia do Bitcoin, sendo a primeira criptomoeda ao usar o código “original” da rede Bitcoin. Porém o Litecoin oferece um algoritmo de mineração diferente e transações mais rápidas. O Litecoin já é aceito como uma solução de pagamento em vários lugares, embora não esteja nem perto do nível de aceitação de Bitcoin.

Ao contrário do Bitcoin, que nasceu de pai anônimo, o Litecoin tem criador conhecido. Formado pelo MIT, Charles Lee é um engenheiro de software que já trabalhou para o Google. Como projeto complementar ao seu trabalho diário, ele decidiu reescrever o Bitcoin, buscando corrigir algumas das falhas que via no desenvolvimento da moeda criptográfica. Em outubro de 2011, ele liberou a primeira versão do Litecoin que e seria futuramente simbolizada pela prata, em oposição ao ouro no qual o Bitcoin se inspira. A ideia é justamente essa, ser a prata para o ouro do Bitcoin – ou seja, uma opção mais leve e abundante.

O Litecoin (LTC) é uma criptomoeda sustentada por uma arquitetura de rede peer-to-peer e um projeto de software livre. Seu objetivo é permitir pagamentos instantâneos com um custo próximo à zero para qualquer indivíduo no mundo. Inspirada no Bitcoin, a criação e transferência de Litecoin está baseada num protocolo de criptografia de código aberto e não é gerida por uma autoridade central. Cada litecoin é subdivisível em 100.000.000 unidades menores, definidas por oito casas decimais. As semelhanças entre o Litecoin e o Bitcoin são amplamente maiores do que as diferenças, mas existe sim algumas diferenças marcantes:

1 – O Litecoin foi projetado para liberar quatro vezes mais moedas do que o Bitcoin, isto porque a rede Litecoin processa um bloco cada 2,5 minutos, em vez de cada 10 minutos como é o caso do Bitcoin.

2 – A rede Litecoin irá produzir 84 milhões de Litecoins, o que representa quatro vezes mais unidades do que a rede Bitcoin.

3 – A Litecoin utiliza a função scrypt no seu algoritmo de provas de trabalho: uma função sequencial de memória rígida que foi pensada inicialmente por Colin Percival. Esta função tem como objetivo prevenir que a mineração em GPU, FPGA e ASIC tenha uma vantagem significativa sobre a mineração com CPU, embora atualmente a mineração em GPU seja 10 vezes mais eficiente do que a mineração em CPU.

O Litecoin foi lançado através de um cliente de código aberto em Github no dia 7 de outubro de 2011. Foi uma confluência do cliente Bitcoin-Qt, diferenciando-se apenas por ter um tempo modificado de geração de blocos, um algoritmo de hash diverso, e um GUI ligeiramente alterado. O Litecoin é um programa de código-aberto lançado sob a licença MIT/X11 que garante a você o poder de executar, modificar e copiar o programa, bem como distribuí-lo, a seu critério, versões modificadas do mesmo. O programa é lançado através de um processo transparente que permite verificação independente dos binários e de seus correspondentes códigos-fonte.

O blockchain do Litecoin é capaz de lidar com um volume maior de transações do que o Bitcoin. Graças à geração mais frequente de blocos, a rede suporta mais transações sem ter que modificar o software no futuro. Em consequência, os comerciantes obtêm confirmações mais rápidas, enquanto ainda têm a capacidade de esperar por mais confirmações ao vender itens mais custosos.

As transações, saldos, e emissões são geridas por uma rede peer-to-peer muito semelhante à de Bitcoin através de scrypt e seu esquema de provas de trabalho (as Litecoins são emitidas quando é encontrado um valor hash suficientemente pequeno, neste ponto é criado um bloco, o processo de criação dos blocos é chamado de mineração). A taxa de emissão forma uma série geométrica, e esta taxa divide-se em dois a cada 4 anos (cada 840.000 blocos) atingindo um total de 84 milhões de LTC.

Litecoins são comercializadas para ambas as moedas fiduciárias e as Bitcoins, geralmente nas transações online. As transações reversíveis (bem como as realizadas com cartão de crédito) não são utilizadas normalmente para comprar Litecoins, pois as transações com Litecoin são irreversíveis, portanto, existe o perigo de estorno.

#6 – EOS (EOS)

melhores criptomoedas

A plataforma de mineração EOS.IO vem chamando atenção por algumas vantagens em relação as demais que operam na Blockchain. Com isso, a criptomoeda ficou em evidência, ficando entre as mais negociadas atualmente. 

Assim como o Ethereum, o EOS é uma criptomoeda que também tem uma plataforma na Blockchain. A ideia central dessa plataforma é oferecer um serviço melhor que os atuais para o desenvolvimento dos DApps (aplicativos descentralizados). Atualmente, existem 3 formas de fazer um DApp, porém ambas têm defeitos cruciais. Duas delas tem uma ótima taxação de transferência, mas pecam na parte de segurança e contratos inteligentes. Enquanto a terceira, que é a Ethereum, é o oposto das anteriores.  

O desenvolvedor do projeto quer unir a velocidade de transferência e a segurança de contratos inteligentes em um único local. A plataforma está sendo feita de código aberto e está sendo programada para ter grande escalabilidade e permissão instantânea de transferências. Fatores que atraíram alguns investidores para essa blockchain foi a promessa de transações sem custos e a sua flexibilidade para que não haja queda do sistema e ele se mantenhava sem funcionando. 

A moeda digital da startup Block.one foi vendida por cerca de 350 dias no estágio ICO (Inittial Coin Offer) e arrecadou cerca de 700 milhões de dólares para o desenvolvimento da EOS.IO, onde os compradores fizeram uso da moeda Ether para obter a EOS. A moeda foi um sucesso, mesmo não garantindo o direito de propriedade para os investidores e dando somente a criptomoeda. A moeda funciona com um modelo de votação para que haja a validação daquele bloco e da quantidade de moedas disponíveis, esse método é conhecido com Proof of Stake. Um dos usos da moeda é que desenvolvedores da plataforma utilizam a EOS para geração de tokens nos seus apps. Apesar de ser uma moeda não muito antiga, ocupa a 9ª colocação no ranking de moedas mais capitalizadas., já chegando a ocupar lugares mais altos no ranking.  

#7 – Bitcoin SV (BSV)

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O contraditório hard fork do Bitcoin Cash está presente próximo ao todo da lista para a alegria de seus entusiastas. O BSV  nasceu com a promessa de restaurar o protocolo original do BTC e como resposta do autoproclamado Satoshi Nakamoto, Craig Wright, a ao Bitcoin Cash ABC. 

O nascimento dessa bifurcação do Bitcoin Cash (BCH) aconteceu em 15 de novembro de 2018 e desde o início a o Bitcoin SV é tratado com desconfiança. Tudo começou quando um desenvolvedor de software propôs uma atualização para o protocolo do BCH, que seria para resolver problemas de escalabilidade da moeda e mudar a forma com suas informações eram armazenadas na blockchain. Essa atualização foi apoiada por Roger Ver, mas a nChain e seu fundador, Craig Wright, foram contrários ao update. Então, eles fizeram o Bitcoin SV, SV significa Satoshi’s Vision, que seria uma moeda que iria aproximar o Bitcoin da verdadeira visão que Nakamoto tinha quando criou a moeda.

O Bitcoin SV está sempre um pouco relacionado a polêmicas, muito pelo fato do seu idealizador dizer ser o Satoshi Nakamoto e já ter a desconfiança de ter entregado documentos falsos para provar tal. De qualquer forma, a moeda tem um relação direta de valorização com as questões controversas que é posta. Em 2019, exchanges como a Binance acusou moeda de ser uma fraude e a retirou, assim com a Shapeshift e a Kraken.

Entretanto, nem tudo é negativo, mesmo em meio a essa volatilidade gerada em detrimento de seu criador, o BSV foi a moeda mais negociada em maio de 2019 e chegou facilmente ao top 10, onde se mantem até hoje, de moedas mais capitalizadas. Seus criadores queriam que a moeda virtual tivesse seus custos reduzidos para transações reduzidos, sendo a maneira que esses pretendiam que o Bitcoin SV se tornasse acessível e fizesse transações rápidas em larga escala.

Inicialmente, o tamanho do bloco do BSV era de 128MB, que veio da intenção de aumentar a escalabiliade da moeda. Decorrente disso, recentemente, o bloco sofreu mais um aumento, chegando ao tamanho de 2GB. Esse aumento vai tornar a moeda mais centralizada, mas vai tornar mais custoso que provedores mantenham uma infraestrutura e menos seguro também. Em dezembro de 2018, um pesquisador de criptomoedas chamado Reizu fez um post relatando como ele foi capaz de gastar os mesmo Bitcoins SV mais de uma vez, o que levantou preocupações sobre a sua segurança.

#8 – Ripple (XRP)

ripple

Não se pode ignorar os benefícios que ela traz para o ecossistema de redes decentralizadas. Ao contrário de outras criptomoedas, o foco principal da Ripple não é ser uma moeda para especulação, mas sim em utilidade transacional entre países e grandes instituições financeiras. Dezenas de bancos ao redor do mundo que visam melhorar suas transações e outras operações do dia-a-dia estão olhando para Ripple. 

O Ripple é um sistema de liquidação bruta em tempo real, câmbio e rede de remessas desenvolvido pela Ripple. Também chamado de protocolo Ripple Transaction Protocol (RTXP), é construído com base em um protocolo de Internet aberto distribuído, um livro-razão de consenso e uma moeda nativa chamada XRP (ondulações). Lançado em 2012, tem como objetivo permitir transações financeiras globais seguras, instantâneas e quase gratuitas de qualquer tamanho sem rejeições.

Ele suporta tokens representando moeda fiduciária, criptomoeda, commodity ou qualquer outra unidade de valor, como milhas de vôos ou minutos de telefonia móvel. No seu núcleo, o Ripple baseia-se em um banco de dados público compartilhado, que usa um processo de consenso que permite pagamentos, trocas e remessas em um processo distribuído.

Usado por empresas como UniCredit, UBS ou Santander, o protocolo Ripple está sendo cada vez mais adotado pelos bancos e redes de pagamento como tecnologia de infra-estrutura de liquidação, com o American Banker explicando que “a partir da perspectiva dos bancos, os livro-razões distribuídos, como o sistema Ripple, têm uma Número de vantagens sobre criptomoedas como bitcoin”, incluindo preço e segurança.

O predecessor do protocolo de pagamento Ripple, Ripplepay, foi desenvolvido pela primeira vez em 2004 por Ryan Fugger, desenvolvedor web em Vancouver. Fugger concebeu a ideia depois de trabalhar em um sistema de comércio de câmbio local em Vancouver e sua intenção era criar um sistema monetário descentralizado e efetivamente para permitir que indivíduos e comunidades criassem seu próprio dinheiro. A primeira iteração de Fugger deste sistema, RipplePay.com, estreou em 2005 como um serviço financeiro para fornecer opções de pagamento seguro aos membros de uma comunidade on-line através de uma rede global.

Em maio de 2011 foi iniciado o desenvolvimento de um sistema de moeda digital em que as transações eram verificadas por consenso entre os membros da rede, em vez do processo de mineração usado pelo Bitcoin, que depende da blockchain. Esta nova versão do sistema Ripple foi, portanto, projetada para eliminar a dependência do Bitcoin em trocas centralizadas, usar menos eletricidade do que Bitcoin e executar transações muito mais rapidamente do que Bitcoin.

Foi então iniciado o desenvolvimento de um novo protocolo de pagamento chamado Ripple Transaction Protocol (RTXP) com base nos conceitos de Ryan Fugger para permitir a transferência instantânea e direta de dinheiro entre duas partes. Este protocolo pode circunavegar as taxas e os tempos de espera do sistema bancário correspondente tradicional, e qualquer tipo de moeda pode ser trocada, incluindo Dólar, Euros e milhas aéreas.

Para manter a segurança, o Ripple foi concebido para confiar em um livro-razão gerenciado por uma rede de servidores de validação independentes que comparam constantemente seus registros de transações. Os servidores podem pertencer a qualquer um, incluindo bancos ou fabricantes de mercado.

O site da Ripple descreve o protocolo opensource como “tecnologia de infra-estrutura básica para transações interbancárias – uma utilidade neutra para instituições e sistemas financeiros”. O protocolo permite que bancos e empresas de serviços financeiros não bancários incorporem o protocolo Ripple em seus próprios sistemas e, portanto, permitam que seus clientes usem o serviço.

Atualmente, a Ripple requer duas partes para uma transação ocorrer: primeiro, uma instituição financeira regulada “detém fundos e emite balanços em nome dos clientes”. Em segundo lugar, os “criadores de mercado”, como os fundos de cobertura ou as mesas de negociação de moeda, fornecem liquidez na moeda que querem negociar.No seu núcleo, a Ripple baseia-se em um banco de dados público compartilhado, que tem seus conteúdos decididos por consenso.

Além dos saldos, o livro-razão contabiliza informações sobre ofertas para comprar ou vender moedas e ativos, criando a primeira troca distribuída. No Ripple, os usuários efetuam pagamentos entre si usando transações criptograficamente assinadas denominadas em moedas fiduciária ou moeda interna de Ripple (XRP). Para as transações denominadas XRP, a Ripple pode fazer uso de seu registro contábil interno, enquanto que para os pagamentos denominados em outros ativos, o Roteiro Ripple registra apenas os valores devidos, com ativos representados como obrigações de dívida.

A rede Ripple está integrada com vários protocolos de verificação de usuários e serviços bancários. Os usuários devem especificar quais outros usuários eles confiam e de que quantidade. Quando um pagamento não-XRP é feito entre dois usuários que confiam uns nos outros, o saldo da linha de crédito mútuo é ajustado, sujeito aos limites estabelecidos por cada usuário.

Para enviar recursos entre usuários que não estabeleceram diretamente uma relação de confiança, o sistema tenta encontrar um caminho entre os dois usuários, de modo que cada link do caminho seja entre dois usuários que tenham uma relação de confiança. Todos os balanços ao longo do caminho são então ajustados simultaneamente e atomicamente. Esse mecanismo de pagamento através de uma rede de associados confiáveis ​​é chamado de “rippling”. Tem semelhanças com o antigo sistema hawala.

XRP é a moeda nativa da rede Ripple que só existe no sistema Ripple. O XRP é atualmente divisível em até 6 casas decimais, e a menor unidade é chamada de “drop”, com 1 milhão de “drops” sendo igual a 1 XRP. 100 bilhões de XRP foram criados no início da Ripple, sem permissão para serem criados mais de acordo com as regras do protocolo. Como tal, o sistema foi projetado para que o XRP seja um recurso escasso com a diminuição do suprimento disponível.

No vídeo abaixo, veja como o educador financeiro Dani Edson escolhe criptomoedas altcoins para investir.

Fontes consultadas: TecMundo, GuiaBitcoin, Wikipedia

Melhores Criptomoedas para 2020

Existem mais de 5.000 criptomoedas no mundo e é realmente difícil escolher a cripto certa para investir. No entanto, o futuro de uma criptomoeda pode ser de certa forma “previsto” observando o seu limite de mercado e outros aspectos técnicos. Precisamos ter cuidado ao investir nosso dinheiro bitcoins e altcoins. Podemos ter uma boa valorização mas também podemos estar diante de uma grande perda futura. As principais características que você deve considerar antes de comprar ou investir em criptomoedas são:

Aceitação de varejo: Uma criptomoeda não é muito útil se você não conseguir comprar nada com ela, então antes de investir, é muito importante saber onde a mesma será aceita. Algumas moedas são simplesmente construídas para outros fins e não são projetadas para serem trocadas por bens. Algumas das criptomoedas mais populares são amplamente aceitas, assim como o Bitcoin, enquanto algumas criptomoedas só podem ser trocadas por outras criptomoedas.

Método de Verificação: Uma das principais diferenças entre as criptomoedas é o método de verificação, e o método mais antigo e mais comum é chamado de Prova de Trabalho (POW). Um computador precisa gastar tempo e energia solucionando um difícil problema de matemática para obter o direito de verificar uma transação. Mas o problema com este método é que ele precisa de uma enorme quantidade de energia para operar. Por outro lado, os sistemas Proof-of-Stake (POS) tentam resolver este problema ao permitir que os usuários com a maior parcela da moeda verifiquem as transações. Esses sistemas exigem velocidades de transação mais rápidas e requerem menos energia de processamento para operar. No entanto, a preocupação com a segurança significa que poucas moedas utilizam um sistema totalmente baseado na prova.

Capitalização de mercado e volume de negociação diária: A capitalização de mercado de uma criptomoeda é o valor total de todas as moedas atualmente em circulação. Alta capitalização de mercado pode indicar um alto valor por moeda. É importante notar que o volume diário de negociação das moedas é mais importante do que a capitalização de mercado.

Outras questões a serem observadas na escolha de uma criptomoeda são:

  • Quem é o time que desenvolveu a moeda? O desenvolvedores são respeitáveis?
  • Quão ativos são os desenvolvedores para manter e melhorar a moeda?
  • Eles se comunicam ativamente com seus investidores?
  • Qual é a tecnologia por trás da moeda?
  • Qual é o número total de moedas que serão emitidas e quantos estão em circulação?
  • Quanto valem agora essas moedas?
  • Quanto dessas moedas foram pré-mineradas e você pode minerá-las?
  • Quantas trocas são negociadas nestas moedas?


Então, aqui estão listados dois top 15 de criptomoedas. O primeiro deles corresponde as moedas com o maior volume de negociação. O segundo conta com as moedas com a maior capitalização de mercado. Confira a seguir:

Top 15 criptomoedas por volume de negociação
1 USDT – Tether
2 BTC – Bitcoin
3 ETH – Ethereum
4 BCH – Bitcoin Cash
5 LTC – Litecoin
6 EOS – EOS
7 BSV – Bitcoin SV
8 XRP – Ripple
9 ETC – Ethereum Classic
10 TRX – TRON
11 PAX – Paxos Standard
12 USDC – USD COIN
13 DASH – Dash
14 TUSD – TrueUSD
15 NEO – Neo
Top 15 criptomoedas por capitalização de mercado
1 BTC – Bitcoin
2 ETH – Ethereum
3 XRP – Ripple
4 USDT – Tether
5 BCH – Bitcoin Cash
6 BSV – Bitcoin SV
7 LTC – Litecoin
8 BNB – Binance Coin
9 EOS – EOS
10 XTZ – Tezos
11 LINK – Chainlink
12 LEO – UNUS SED LEO
13 XLM – Stellar
14 XMR – Monero
15 ADA – Cardano

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