Ações Baratas e Boas

Todo consumidor gosta de comprar coisa boa e barata. E na bolsa de valores não poderia ser diferente, todo investidor quer comprar uma boa ação por um preço camarada. Mas afinal, o que é uma ação barata? Comprar uma ação barata não seria uma armadilha de valor? Como evitar o famoso barato que sai caro?!



Comprar ações baratas e boas tem sido a estratégia de investimento utilizada por um dos investidores mais bem-sucedido de todos os tempos: Mr. Warren Buffett. A técnica em questão é denominada Value Investing ou Investimento em Valor.

Warren Buffett é o CEO da Berkshire Hathaway Holdings, uma empresa de investimentos americana localizada em Omaha, Nebraska. Conhecido como o “Oráculo de Omaha”, suas estratégias de investimento são inspiração para milhares de investidores pelo mundo afora, incluindo os bilionários brasileiros, Luiz Barsi e Jorge Paulo Lemann — este último, o brasileiro mais rico e parceiro de negócios do próprio Buffett.

Entretanto, mesmo que a técnica de Value Investing para comprar ações boas e baratas seja conhecida há anos, não é todo mundo que consegue executar os passos básicos:

Escolher empresas com lucro líquido positivo e crescente: Uma empresa terá pouco valor se não for lucrativa. São os lucros quer permitem que as empresas cresçam e distribuam dividendos aos acionistas. A regra básica é comprar ações de empresas que possuem lucro consistente ao longo dos anos, de preferência lucros crescentes. Geralmente estas empresas são caras pois atraem investimentos de muitos investidores de olhos nos lucros. Mas ocorre períodos em que o mercado de uma forma geral está em recessão e nem mesmo as empresas lucrativas conseguem sustentar as altas cotações das ações. São nestes momentos que as ações estarão baratas.

Selecionar empresas com dívidas controladas: É normal que as empresas contraiam dívidas para crescerem. Entretanto, as dívidas tomadas, seja de longo ou curto prazo, devem estar controladas e compatíveis com a geração de caixa futura. Por isto é muito importante analisar o tamanho da dívida em relação ao lucro líquido da empresa e também em relação ao seu patrimônio líquido. Assim você terá uma boa noção do tamanho relativo da dívida e se a empresa está conseguindo administrá-la com sucesso.

Detectar empresas com diferencial competitivo e líderes de mercado: Para se manter no topo, uma empresa deve possuir diferencial competitivo que seja difícil de ser superado pelos concorrentes. Estas empresas geralmente possuem um forte produto ou serviço consolidado no mercado. Após analisar os principais múltiplos fundamentalistas de uma empresa, você deve selecionar as melhores, de preferência aquelas que possuem alto market share e apresentam barreiras de penetração de mercado para os concorrentes. No Brasil, um exemplo seria a própria bolsa de valores que possui ações listadas no mercado (B3).



Para Buffett, um investidor deve ter os conhecimentos necessários para fazer uma avaliação inteligente sobre o futuro de uma empresa. Ou seja, não basta olhar para o passado da empresa, deve-se ser capaz de olhar para frente e entender como são as perspectivas da empresa. Quanto maior o grau de compreensão do investidor sobre a empresa e o setor na qual ela se encontra, maior serão suas chances de sucesso.

Buffett prefere as empresas que sobreviveram ao teste do tempo. Ele acredita que os melhores retornos vêm de empresas que já passaram por diferentes ciclos econômicos e se mantiveram firmes. Eventualmente, uma empresa pode ter um período de rentabilidade baixa, apesar de ter uma história sólida de sucesso operacional. Este período de vacas magras pode ser o momento ideal para comprar ações baratas.

Um dos lemas mai conhecidos de Warren Buffett é: “Limite-se aos investimentos que você consegue entender”. Caso contrário, você nunca irá conseguir medir o verdadeiro valor daquilo que está comprando. Existem muito poucos negócios que valem a pena comprar. Para ele, o mundo é dividido em pequeno conjunto de excelentes negócios e uma grande massa de investimentos pobres e medíocres.

Entendendo o que você está comprando fica mais fácil estimar o valor intrínseco do negócio. Lembre-se que preço é o que você paga e valor é o que você leva. Comprar barato significa comprar com uma boa “margem de segurança” entre preço e valor. Desta forma, você minimiza os riscos de fazer um investimento pouco rentável.

A Difícil Arte do Contra-Fluxo

Via de regra, o ser humano costuma se sentir mais confortável seguindo o fluxo, isto é, fazendo o que seus pares estão fazendo. Isto é conhecido como efeito manada. No mercado financeiro não é diferente, aliás, o efeito manada é mais comum em finanças do que em outras áreas. Quando está todo mundo comprando o investidor desavisado se vê na obrigação de comprar também. Se está todo mundo vendendo lá vai ele vender também.

Parece um contra-senso, mas as maiores oportunidades de investimentos rentáveis surgem quando está todo mundo vendendo. Porém, é muito difícil investir em ações quando todo mundo está em pânico. Sempre surge aquela dúvida: Já chegou no fundo do poço? Devo esperar mais? O fato é que o mercado acionário se torna um bicho papão para muitas pessoas quando uma crise severa está em andamento, tem que ter muita coragem para caminhar na direção oposta ao fluxo predominante.

Mais uma vez recorreremos a Warren Buffett. Para ele, o investidor sensato é aquele “ganancioso quando os outros estão com medo e cauteloso quando os outros estão gananciosos”. Evoca-se aqui o brado: “compre ao som de trovões e venda ao som de violinos”. Lógico que você não deve sair comprando qualquer coisa só porque está todo mundo vendendo. Há que se ter cuidado com o “Value Trap” ou “armadilha de valor”.

Uma armadilha de valor ocorre quando uma ação parece estar barata porque tem sido negociada com métricas sub-avaliadas como múltiplos de lucro, fluxo de caixa ou valor contábil por um período de tempo prolongado. Esse tipo de ação atrai investidores que estão à procura de barganhas. A armadilha surge quando os investidores compram a empresa a “preços baixos” e a cotação continua a definhar ainda mais.

É importante saber que uma empresa pode cair em uma situação em que é incapaz de gerar receita e crescimento de lucros devido a mudanças na dinâmica competitiva, falta de novos produtos ou serviços, aumento de custos operacionais e de produção, ou gestão ineficaz. Um preço aparentemente “barato” pode se tornar excessivamente caro se nenhuma melhoria significativa for feita na posição competitiva da empresa, na sua capacidade de inovar, na sua capacidade de conter custos e gerenciamento por parte dos executivos.



Conheça agora 10 sinais que podem indicar uma armadilha de valor:

#1 – A empresa está no pico de um ciclo operacional e ainda está com problemas: Depois de mais de sete anos de recuperação econômica, a maioria das empresas devem mostrar fortes ganhos. Se uma determinada empresa não está mostrando, algo está errado.

#2 – As estruturas de remuneração da administração não foram alteradas quando a ação caiu ou teve um desempenho inferior: Se os ganhos (e/ou o preço das ações) declinaram, mas as estruturas de remuneração gerencial não se adaptaram para lidar com esse problema, mudanças fundamentais de comportamento na diretoria executiva são improváveis.

#3 – O negócio continua perdendo participação de mercado: Armadilhas de valor geralmente ocorrem com empresas que estão cedendo terreno para novas concorrentes. Até que as tendências de participação de mercado aumentem, as ações raramente o fazem.

#4 – Existem outras partes interessadas poderosas: Sindicatos e governos têm um peso real em muitas grandes empresas, por exemplo. Mas se o retorno sobre o capital dos acionistas tiver que lutar com outros interesses entrincheirados, o ritmo da mudança será mais lento.

#5 – O processo de alocação de capital não está mudando rápido o suficiente ou não está claro: A coisa maus curiosa sobre muitas armadilhas de valor é que elas ainda têm fluxo de caixa livre decente. A “armadilha” vem de não usar esse capital eficientemente para revigorar os negócios. Por definição, as velhas formas de alocação de capital não funcionam mais. Então, o que a administração está fazendo de diferente, e como essa mudança é delineada para os acionistas?

#6 – A empresa não está mudando para os clientes: Para uma empresa escapar do status de “armadilha de valor”, ela precisa mudar seu DNA operacional. E isso significa empurrar essas mudanças para o nível operacional, onde os clientes percebem a diferença. Não basta mudar apenas no nível gerencial. A mudança precisa ser efetiva.

#7 – A empresa tem mais alavancagem financeira do que pode sustentar: A dívida é o gatilho real das armadilhas de valores mais mortais, fechando-se antes que a administração possa mudar as coisas. Isso pode vir de várias formas, incluindo requisitos de capital de giro, arrendamentos e refinanciamento de curto prazo.

#8 – A visão estratégica é turva: As armadilhas de valor quase sempre sofrem de estratégias de gerenciamento difuso. Se a coisa toda – análise financeira incluída – não couber em uma página, provavelmente não funcionará.

#9 – O diretor executivo e o presidente do conselho são a mesma pessoa:  Pergunte a qualquer diretor-executivo quanto tempo gasta o seu conselho, e o número provavelmente será de 25% a 40% do seu dia. Armadilhas de valores profundamente entrincheiradas são, por sua natureza, reviravoltas corporativas, quer o chefe perceba isso ou não. Eles precisam de 100% da atenção da gerência sênior.

#10 – Até mesmo os investidores ativistas ficam longe: No final, qualquer história de bom valor com problemas não letais deve atrair acionistas ativistas. Se isso não acontecer, fique longe.



porInforme de Rendimentos

Quais Ações Comprar?

A greve dos caminhoneiros parou o Brasil. Estamos indo para o 9o. dia de greve e os rumos da mesma ainda são incertos. O governo já fez sua proposta e a mesma foi bem aceita pela principal liderança do movimento. Porém, notícias chegam de todos os pontos do Brasil dizendo que ainda há paralisação em diversas estradas do país. O fato mais marcante para o investidor é que a bolsa de valores está precificando os prejuízos que as empresas terão. Só neste mês de maio o índice IBOV já caiu 13%. A pergunta que surge agora é: está na hora de comprar ações? Se sim, quais ações comprar?

A decisão de compra de uma ação é algo que leva em consideração diversas variáveis, tanto do ponto de vista macroeconômico quanto do ponto de vista micro. Do ponto de vista macro, estamos vendo um país fragilizado pela crise do frete gerada pela greve dos caminhoneiros. Há que se considerar também que estamos em um ano eleitoral e o futuro do país estará nas mãos dos eleitores que nem sempre sabem escolher seus representantes. Do ponto de vista micro, é necessário analisar os fundamentos das empresas e as perspectivas setoriais no médio e longo prazo. Alguns critérios básicos são bons indicativos de que uma empresa é candidata para investimento:

1 – Boa geração de caixa: A geração de caixa de uma empresa pode ter várias origens, a começar pela mais natural e esperada, que se dá através da sua atividade principal, vendendo produtos e gerando receitas. Além disso, é possível gerar caixa via operações não recorrentes, como venda de ativos, aumento de capital via subscrição de novas ações, recebimento de dividendos de empresas nas quais possui participações, dentre outras possibilidades. Empresas boas para investir devem possuir uma forte geração de receita recorrente através da venda dos seus produtos e serviços, em outras palavras, devem possuir altos lucros.

2 – Baixo endividamento: Via de regra, as empresas se endividam para poderem executar projetos de expansão. Porém, o pagamento dos juros da dívida e não deve comprometer os lucros e a empresa deve ter capacidade para honrar suas dívidas de longo prazo com os lucros futuros. A alavancagem da empresa deve ser saudável e compatível com seu patrimônio e geração de caixa.

3 – Margens de lucros elevadas: Em contabilidade de empresas, o termo “margem” exprime a relação entre o lucro e a receita obtidos pela empresa em um dado período. O indicador mais comum é a margem líquida que representa o lucro líquido que a empresa obtém para cada real em receita líquida. Essa margem ilustra a quantidade de dinheiro que a empresa lucra a cada real de receita obtido depois de pagar todas as suas despesas e impostos. Numa análise simplória, quanto maior a margem de lucro da empresa mais seguro e rentável é o negócio.

4 – Boa previsibilidade de fluxos de caixa: Aqui estamos falando de uma “quase certeza” de que os produtos e serviços da empresa continuarão serem vendidos no mercado sem sobressaltos. Faça chuva ou faça sol, os lucros continuaram consistentes e até crescentes. Isto pode ser alcançado, por exemplo, por empresas localizadas em setores não cíclicos como o de transmissão de energia elétrica.

5 – Barreiras de entrada no negócio: Sabemos que no mercado a concorrência é feroz. Não basta ter um bom produto ou prestar um bom serviço, se surgir uma outra empresa com o mesmo nível de qualidade e oferecendo produtos com preços mais atrativos já é suficiente para ocorrer quedas nas vendas e no faturamento.  Portanto, para não haver grandes ameaças aos lucros futuros, a escolha de empresas que atuam em mercados onde há barreiras de entrada é um fator a ser considerado na análise.

O Fator Preço

O fator “preço” da ação ainda gera polêmica entre os investidores. Muitos acreditam que preço não importa, para eles, o importante é escolher ações com bons fundamentos e comprá-las independentemente do preço do papel. A outra corrente diz que o preço da ação deve ser analisado antes de compra. Se a ação estiver cara então não se deve comprar. Se estiver barata então deve-se comprar muito. Mas aí surge uma grande questão: o que é uma ação barata? Para responder esta pergunta, existe uma disciplina em finanças chamada valuation.

Valuation é o termo em inglês para “Avaliação de Empresas”. É o processo de estimar quanto uma empresa vale, determinando seu preço justo e o retorno de um investimento em suas ações. Existem diversas formas de avaliação, sendo as mais comuns o valor dos ativos, o valor presente do fluxo de caixa futuro, ou o valor dos múltiplos da empresa. Valuation é o processo de estimar o valor de uma empresa de forma sistematizada, usando um modelo quantitativo. Mas, mesmo assim, envolve certa dose de subjetividade no julgamento ao definir premissas e selecionar fontes de dados. Por isso, a confiabilidade do resultado depende da percepção do mercado e da lógica embutida na análise.

Mas o objetivo deste post não é ensinar a técnica de valuation, mesmo porque isto renderia um livro. Farei aqui apenas uma exposição do desempenho histórico de algumas ações da bolsa de valores brasileira, comparando-as com o próprio desempenho do índice. Ou seja, conheceremos quais empresas tiveram desempenho superior e inferior à média do mercado. Mas isto não quer dizer nada, há uma velha máxima do mercado que diz: “passado não garante futuro”. Portanto, não tire conclusões precipitadas.

Ações que Superaram o IBOVESPA

#1 – MGLU3

Quais Ações Comprar

#2 – UNIP5

Quais Ações Comprar

#3 – FIBR3

Quais Ações Comprar

#4 – EQTL3

Quais Ações Comprar

#5 – WEGE3

Quais Ações Comprar

#6 – RADL3

Quais Ações Comprar

#7 – SNSL3

Quais Ações Comprar

#8 – RENT3

Quais Ações Comprar

#9 – ITUB4

Quais Ações Comprar

#10 – PSSA3

Quais Ações Comprar

#11 – ABCB4

Quais Ações Comprar

#12 – MDIA3

Quais Ações Comprar

#13 – LINX3

Quais Ações Comprar

#14 – GRND3

Quais Ações Comprar

#15 – SULA11

Quais Ações Comprar

#16 – HYPE3

Quais Ações Comprar

#17 – EMBR3

Quais Ações Comprar

#18 – BBSE3

Quais Ações Comprar

#19 – LAME4

Quais Ações Comprar

#20 – CARD3

Quais Ações Comprar

#21 – ABEV3

Quais Ações Comprar

#22 – CIEL3

Quais Ações Comprar

#23 – VALE3

Quais Ações Comprar

Ações que o IBOVESPA Superou

#24 – CGRA4

Quais Ações Comprar

#25 – ODPV3

Quais Ações Comprar

#26 – ROMI3

Quais Ações Comprar

#27 – MRVE3

Quais Ações Comprar

#28 – UGPA3

Quais Ações Comprar

#29 – ENBR3

Quais Ações Comprar

#30 – EGIE3

Quais Ações Comprar

#31 – LEVE3

Quais Ações Comprar

#32 – SAPR4

Quais Ações Comprar

#33 – QGEP3

Quais Ações Comprar

#35 – ANIM3

Quais Ações Comprar

#36 – MULT3

Quais Ações Comprar

#37 – PETR4

Quais Ações Comprar

#38 – GGBR4

Quais Ações Comprar

#39 – EZTC3

Quais Ações Comprar

#40 – TUPY3

Quais Ações Comprar

#41 – TOTS3

Quais Ações Comprar

#42 – NATU3

Quais Ações Comprar

#43 – BEEF3

Quais Ações Comprar

#44 – MPLU3

Quais Ações Comprar

#45 – BRFS3

Quais Ações Comprar

#46 – CCRO3

Quais Ações Comprar

#47 – VLID3

Quais Ações Comprar

#49 – CMIG4

Quais Ações Comprar

#50 – GFSA3

Quais Ações Comprar